terça-feira, 28 de agosto de 2012

Empresas apresentam novas tecnologias de corte e solda com uso de gases


Fonte: CIMM, com informações de Air Liquide - 03/08/2010


A demanda por máquinas e equipamentos para construção pesada passa por forte expansão, movimento que deve se acelerar com a execução de obras aguardadas para as Olimpíadas, Copa do Mundo, além da construção de grandes usinas hidrelétricas. Por essa necessidade de novas tecnologias que possam suprir as necessidades da indústria de bens de capital do país, muitas empresas estão desenvolvendo novos produtos, em diversos segmentos.

A Air Liquide, empresa francesa especializada na área de gases industriais, é um exemplo dessa busca. Durante o seminário sobre fabricação pesada, realizado pela Lincoln Electric, empresa do segmento de soldagem, apresentou suas tecnologias voltadas à aplicação de gases nas indústrias de bens de capital.

“Em solda semi-automática, o emprego do uso de gás tem crescido significativamente, principalmente em países em desenvolvimento. A tendência é continuar”, afirma José Antonio Cunha, gerente da área de Automotiva e Fabricação da Air Liquide Brasil.

No seminário, as duas empresas apresentaram suas tecnologias de soldagem para o segmento de veículos extra-pesados, como guindastes, escavadeiras e gruas para construção e mineração. O destaque ficou para os processos de soldagem em que os gases são mais utilizados, como o GMAW (Gás Metal Arc Welding) e o Arame Tubular.

“Apresentamos uma técnica de soldagem em arame sólido que é o que há de mais moderno no setor”, diz Francisco Ruão, gerente nacional de vendas da Lincoln Electric. Ruão explica que entre 45% e 50% do faturamento mundial da empresa vem de produtos lançados nos últimos cinco anos, exigindo um ritmo de inovação constante.

De acordo com José Antônio Cunha, da Air Liquide, os gases representam 2% do custo total no processo de soldagem na indústria. “O gasto é pequeno e os benefícios são muitos, como o aumento da produtividade, melhores condições ambientais para o soldador e a queda significativa na perda de metal via respingos”, diz.

Segundo Cunha, existem dois tipos de misturas de argônio/CO2 que abrangem mais de 70% das aplicações de soldagem dos aços carbono. São as misturas com 18% de CO2 com 82% de Ar e, o outro, 92% de Ar com 8% de CO2. “A primeira é usada em aplicações onde se necessita alta eficiência da junta em espessuras maiores, enquanto que a segunda é mais indicada para aplicações mais delicadas”.

As soluções da Air Liquide para o processo GMAW apresentadas no evento foram o Arcal 21 e Atal, misturas de CO2 e Ar. O Arcal 21 foi considerado uma boa opção para soldas em spray e pulsada, tanto com arame sólido quanto Metal Cored, enquanto o Atal se destina a soldas mais pesadas e aplicadas com arame tubular.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Combustível é produzido a partir de reação entre alumínio e água


Fonte: CIMM com informações Alchemy Research - 15/07/2012





O alumínio é conhecido por sua alta densidade energética, duas vezes e meia maior do que a gasolina. Tais propriedades já motivaram diversos estudos para gerar energia em grande escala com o elemento químico. O grande desafio técnico na utilização de alumínio como um portador de energia é a de que a oxidação do alumínio cria uma camada de óxido de alumínio na superfície, inibindo assim a reação posterior.
Uma empresa criada em Israel este ano, a Alchemy Research, apresentou a tecnologia "Alydro" a partir de um metódo chamado ISR (Inverted  Surface Reaction) que utiliza o alumínio bruto, sem liga. O alumínio na forma metálica contém 8,6 kWh de energia por kg. O sistema Alydro extrai esta energia por oxidação do alumínio e essa energia armazenada é o combustível. O material fica em estado sólido e facilita estocagem e transporte, também é inerte - protegido por uma fina camada superficial de óxido de alumínio, que se forma em contato com o ar, o alumínio pode reter a energia armazenada na sua forma metálica durante décadas.

 O sistema Alydro gera energia sob a forma de hidrogênio e calor. O sistema resulta em óxido de alumínio, que os desenvolvedores afirmam ser totalmente reciclável. Os campos em que a nova tecnologia poderia ser utilizada são: veículos elétricos híbridos, armazenamento de energia e geração de energia limpa.

Na reação, o alumínio é derretido e a água é injetada no alumínio fundido sob a forma de vapor. A reação acontece a temperaturas elevadas de até 900°C. Fora do reator Alydro, mesmo se os reagentes são unidos, nenhum fenômeno acontece. Este fato, segundo os desenvolvedores, garante com que o combustível de alumínio seja 100% seguro.

No reator, um quilo de alumínio reage com um quilo de água para gerar 112 gramas de hidrogênio. A reação Alydro é altamente exotérmica - 49,4% da energia produzida pela Alydro é liberada na forma de calor, e o restante sob a forma de hidrogênio.

De acordo com os pesquisadores, com um tanque de combústivel, o motorista poderá rodar por até dois mil quilômetros. Agora os pesquisadores da Alchemy Research  aguardam por incentivos da indústria automobilística e de energia renovável para seguir com os estudos e comprovarem a eficiência do novo combustível.

Cientistas criam material de carbono tão resistente quanto o diamante


Fonte: CIMM com informações TG Daily e Carnegie Institute of Science - 21/08/2012


Uma equipe de cientistas americanos, liderada por Lin Yang, conseguiu criar um material de carbono super-resistente que chega a ser tão forte quanto o diamante. O estudo foi publicado na revista Science no último dia 17.
Os estudos começaram com o carbono-60, que conta com átomos altamente organizados. Depois, eles adicionaram um solvente orgânico de xileno entre os átomos dessa substância para verificar como o material reagia. Em um outro momento, os cientistas submeteram a “mistura” a pressões relativamente baixas. Nessas condições, a estrutura do carbono-60 permaneceu, mas à medida que os pesquisadores aumentavam a pressão ela se modificava.

Assim, os cientistas descobriram que era possível reorganizar a estrutura dos átomos do carbono. Para isso, eles elevaram a pressão exercida no material, sendo muito maior do que a da atmosfera. A presença do solvente também é fundamental, na ausência deste, as propriedades desaparecem.

Com isso, um novo material de carbono surgiu, com uma estrutura carbônica cristalina e desordenada. Esse material até então só estava presente em teorias."Criamos um novo tipo de material de carbono, que é comparável à do diamante em sua resistência", diz Lin Wang. O cientista explica que uma vez criado sob pressões extremas, este material pode existir em condições normais.

Wang afirma que o novo material poderá ser utilizdo em diversas áreas, como nos setores de mecânica, eletrônica e na indústria em geral.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Nova tecnologia de soldagem na write martins.

Fonte: Assessoria de imprensa - 10/05/2012
A White Martins lançará na Mecânica 2012 uma solução para soldagem de aços ao carbono revestidos por primer. Esta tecnologia traz ganhos significativos de produtividade e reduz custos de produção porque dispensa a retirada do primer para realização da soldagem e de isolamento da junta.
A White Martins também desenvolveu e patenteou uma nova tocha duplo aramepara o processo MAG que permite variar a distância entre os arames. Essa nova tocha, aliada à utilização de metais de adição do tipo metal-cored, é uma excelente alternativa paraproporcionar ainda mais produtividade e baixo custo de manutenção ao processo.
Para a soldagem de tubulações de aço carbono, a nova mistura Stargold PIPE, juntamente com os arames do tipo "metal-cored", permite a realização da soldagem desde a raiz até o acabamento, utilizando o mesmo arame e o mesmo gás em todas as etapas do processo. Esse sistema promove um significativo ganho de produtividade, além de reduzir o número de equipamentos, cilindros e soldadores para realização da tarefa.
Outra solução desenvolvida com exclusividade pela White Martins é a mistura Stargold SD para soldagem de aços inoxidáveis superduplex, que utiliza uma única mistura para soldagem de toda a tubulação, por meio dos processos TIG e MIG. Por não ter um componente oxidante em sua composição, a mistura Stargold SD elimina a porosidade deste tipo de aço, proporcionando, assim, soldas com excepcionais propriedades e altos níveis de produtividade, além da redução do custo de processo e do número de cilindros na área de produção.

BNDES corta taxas para estimular setor industrial

Fonte: Valor Econômico - 06/06/2012



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem corte de juros para capital de giro em empréstimos à indústria da transformação. Os cortes vão de dois pontos percentuais, em financiamentos para grandes empresas, a três pontos percentuais, no crédito para micro e pequenas companhias. Mas, na análise do presidente do banco, Luciano Coutinho, a real eficácia dos juros menores dependerá de reduções de spreads bancários.
Isso porque os cortes anunciados ocorrerão dentro do Programa BNDES de Apoio ao Fortalecimento de Capacidade de Geração de Emprego e Renda (BNDES Progeren), cujas operações são indiretas, com recursos do BNDES repassados por meio de outros bancos. "Estamos oferecendo o programa, com estas taxas extremamente favoráveis e damos oportunidades aos agentes financeiros para colaborar conosco, em termos de procurar uma política de spread mais condizente com a redução de taxas [de juros] que está acontecendo no Brasil", afirmou Coutinho, após anunciar o corte de juros.
 
O orçamento inicial do programa é de R$ 14 bilhões. Este valor pode ser aumentado no final do ano, durante avaliação do programa pelo banco, caso haja demanda acima do esperado. Do total, R$ 11 bilhões serão para micro, pequenas e médias empresas, e o restante para grandes empresas.
 
Os credenciados como agentes financeiros definirão em dois meses o patamar de seus spreads para o BNDES Progeren. No programa, o juro para grandes empresas caiu de 10% para 8% ao ano. Para micro e pequenas empresas, a taxa foi reduzida de 9,5% para 6% ao ano e, para médias, de 9,5% para 6,5% anual. Com as reduções, a expectativa de Coutinho é de que o juro nominal, incluindo o spread para o tomador final no BNDES Progeren, passe dos atuais 11% a 12,5% ao ano, para a faixa de 9% a 9,5% anuais. Com inflação de 5% ao ano, o juro real dentro dessa linha poderia ficar abaixo da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 6% ao ano.
 
A hipótese de também reduzir a TJLP como forma de deixar o crédito mais barato para a indústria foi descartada por Coutinho durante o anúncio das medidas.
 
Além da redução de juros, o BNDES também aumentou a abrangência da linha de crédito, que inclui agora médias empresas de toda a indústria da transformação. O limite de financiamento para grandes empresas é de até R$ 50 milhões ou 20% da Receita Operacional Bruta (ROB) do cliente, o que for menor. Para as demais empresas, até R$ 20 milhões ou 20% da ROB do cliente. Mas o presidente do BNDES admitiu que somente as reduções de juros não resolvem todos os problemas de competitividade da indústria. Salientou que a recuperação do patamar de investimento no país passa por ações em várias áreas além da indústria, como construção e infraestrutura.
 
As alterações devem impulsionar os desembolsos do programa em 2012. Em 2011, as liberações do BNDES Progeren foram de R$ 4 bilhões. "Esperamos um valor muito maior do que esse ao final de 2012 [nos desembolsos]", afirmou o presidente do banco, sem citar projeções numéricas.
 
Antes das mudanças, o BNDES Progeren era voltado mais para micro e pequenas empresas.
 
Por Alessandra Saraiva/Valor Econômico