Fonte: Flávio L. S. Lima
Antes de iniciar esta discussão, há que se esclarecer um princípio
quase universal para o desenvolvimento de uma cultura inovadora.
Histórias por trás de inúmeros produtos bem-sucedidos ao longo do tempo
comprovam que o processo inovador não é uma prática individual, mas sim
coletiva.
Já a Whirlpool, detentora das marcas Brastemp e Consul, concentra 25%
de suas receitas em produtos inovadores. Para sustentar essas margens, a
empresa investe fortemente na parceria com universidades, fornecedores e
funcionários. Uma de suas iniciativas é manter uma ferramenta em sua
intranet chamada “Idea Central”, responsável pela comunicação
aberta entre funcionários e líderes. Esta ferramenta permite o livre
fluxo de informações e ideias que solucionam problemas e, não raramente,
originam melhorias em seus produtos.
Outro notório exemplo de inovação aberta vem da construtora e
incorporadora Tecnisa. Em meados de 2009, por meio de uma comunidade na
rede social Orkut, então popular no Brasil, a empresa solicitou
sugestões sobre construções específicas para idosos e deficientes
físicos. Em pouco tempo surgiram 200 ideias diferentes, das quais duas
foram aplicadas. Algum tempo depois, a empresa ainda promoveu um desafio
universitário no Battle of Concepts, portal dedicado à inovação,
premiando três ideias inovadoras, que posteriormente foram implantadas
com sucesso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário