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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Chinesa SDLG chega ao país para disputar mercado de máquinas

Fonte: Valor Econômico - 02/05/2013
"Adicionar essa operação será rápido, já temos a rede de fornecedores e linhas de apoio, como solda e pintura", disse ao Valor o novo diretor de negócios da SDLG para América Latina, Enrique Ramírez. A Volvo comprou 70% da SDLG em 2006, como estratégia para entrar no mercado de máquinas de menor tecnologia embarcada, conhecidas como "simple tech", e viu no Brasil e na América Latina espaço para crescer nesse segmento.
"Era um segmento de mercado que não era atendido adequadamente aqui", disse Ramírez. Segundo cálculos da empresa, há quatro anos, apenas 20% do mercado brasileiro de pás-carregadeiras era de tecnologia mais simples e, atualmente, essa fatia já atinge metade dos equipamentos vendidos.
A SDLG traz pás-carregadeiras importadas ao Brasil desde 2009 e obteve um posicionamento considerável no mercado. Vendeu no ano passado 600 unidades, de um total de cerca de 5 mil equipamentos comercializados no país, segundo levantamento da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema).
Desde o ano passado, a empresa passou a trazer escavadeiras - o Brasil foi o primeiro país a receber exportações da SDLG de outro equipamento que não as pás-carregadeiras. Segundo Ramírez, a companhia viu que a escavadeira é um equipamento muito consumido no país - 6,5 mil unidades no ano passado, segundo a Sobratema - e que traz grande vantagens na nacionalização e acesso ao Finame, a linha subsidiada de financiamento de máquinas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Enquanto as pás-carregadeiras ainda são relativamente mais fáceis de se importar, por serem de menor porte - vão de seis a 18 toneladas, enquanto escavadeiras da SDLG vão de 14 a 28 toneladas.
O executivo espera que as vendas da linha de Pederneiras comecem em setembro e cheguem a cem unidades neste ano. Para 2015, se os investimentos produtivos no Brasil vierem no ritmo esperado, a meta é chegar ao volume de 500 unidades por ano.
Além da SDLG, outras fabricantes estão de olho nesse mercado. Só em escavadeiras começaram a produzir recentemente no país as coreanas Hyundai e Doosan e a chinesa Sany. A J ohn Deere, em parceria com a Hitachi, também fará o equipamento em unidade que ficará em Indaiatuba (SP).
Para se diferenciar entre as concorrentes e superar a imagem de baixa qualidade associada a equipamentos chineses, a aposta será investir em serviços. A SDLG tem seis distribuidores no Brasil. Segundo Ramírez, a vantagem é que são distribuidoras de grupos que já têm a experiência de serviços de pós-venda dos equipamentos Volvo, caso da Tracbraz, do grupo Tracbel.
A empresa ainda avaliará, até o fim do ano, trazer a fabricação de pás-carregadeiras, disse Ramírez. Outros produtos, hoje só vendidos na China (o país ainda concentra 90% das operações da SDLG), também podem vir para o Brasil nos próximos anos, como rolos compactadores.
A Volvo Construction Equipment não divulga o faturamento isolado da SDLG. Em 2012, o faturamento global da Volvo CE foi de 63,5 bilhões de coroas suecas (R$ 19,6 bilhões). Na América do Sul, as vendas somaram 3,8 bilhões de coroas suecas (R$ 1,17 bilhão).
Por Ana Fernandes/ Valor Econômico

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Usinagem dinâmica diminui consumo de óleo e gasolina dos motores

Fonte: Inovação Tecnológica - 13/11/2012
O objetivo da pesquisa era reduzir o consumo de óleo lubrificante pelos motores automotivos. Um motor sem óleo não sobrevive muito tempo. Os pistões exigem uma lubrificação constante, a fim de se moverem com alguma suavidade dentro das camisas no bloco do motor.
Os engenheiros sabem que duas coisas aumentam o nível de fricção em um motor a combustão. A primeira é atribuída à distorção do cilindro onde vai a cabeça do pistão, algo conhecido como distorção estática. A segunda ocorre quando o motor está funcionando e as temperaturas deformam o cilindro. A magnitude dessa distorção térmica depende da temperatura de funcionamento e varia para cada modelo específico de motor.
 
Apoios indesejados
Na realidade, os pistões não seguem um movimento perfeitamente suave para cima e para baixo - eles tocam o bloco do motor em pontos discretos no interior do cilindro. O resultado é a necessidade de muito mais óleo para lubrificar o motor, além do que o atrito fará com que ele consuma mais combustível.
 
As montadoras já conseguem compensar a distorção estática. Durante a fase de usinagem final, os técnicos usam uma ferramenta de polimento para simular a cabeça do pistão que será posteriormente montado. Só então o trabalho de acabamento do furo é concluído. A distorção térmica, por outro lado, até hoje não tinha solução, não sendo compensada.
 
Ferramenta piezoelétrica
Este problema acaba de ser resolvido por pesquisadores do Instituto de Máquinas-Ferramenta e Tecnologia de Formação (IWU), na Alemanha, em colaboração com uma montadora e um fabricante de máquinas-ferramenta.
 
"Nossa tecnologia torna possível compensar tanto a distorção estática quanto a térmica. Isto pode levar a uma economia de combustível de 2 a 3 por cento nos motores a combustão, e elimina um passo na sua fabricação," André Bucht, coordenador do projeto.
 
Isto foi possível usando uma ferramenta de polimento capaz de alterar sua própria forma - atuadores piezoelétricos alteram o diâmetro da ferramenta com incrível precisão.
 
Polimento dinâmico
Os pesquisadores primeiro calculam como o bloco do motor tende a se tornar distorcido: eles determinam o nível de distorção estática tirando a cabeça do cilindro e medindo a extensão em que o furo foi deformado.
 
A seguir eles simulam a distorção térmica que ocorre em cada modelo de motor utilizando-se de uma temperatura de funcionamento de 90°C como referência.
 
A nova ferramenta de polir ajusta então sua forma com base nestes cálculos, alterando assim o perfil do furo do bloco do motor de modo que os movimentos do pistão sejam perfeitamente suaves, eliminando o atrito excessivo advindo do seu apoio em poucos pontos no bloco. 
 
Ou seja, não se trata de fazer um furo perfeito, mas de dar ao furo as imperfeições de que ele precisará na prática para que o motor precise de menos lubrificação. E, com menos atrito, ele consumirá menos combustível. O uso da nova ferramenta dinâmica aumentou o tempo de usinagem de cada motor em menos de 30 segundos, o que permite seu uso imediato na linha de produção

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Iveco testará ônibus movido a GNV no Brasil

Fonte: Automotive Business - 25/10/2012
A Iveco testará seu ônibus Eurorider movido a gás natural veicular (GNV) em Belo Horizonte (MG). A montadora assinou ontem (24) um convênio do projeto piloto que testará o veículo, a partir de parceria com a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), Secretaria de Estado de Transporte e Obras (Setop) e o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros Metropolitano (Sintram).
O ônibus, um modelo 4x2 com motor FPT Cursor 8, começa a circular em 29 de outubro, na linha 1280 Lindeia – Via Cidade Industrial, operada pela Turilessa. Desenvolvido na Europa, o veículo tem câmbio automático, suspensão pneumática e tem capacidade para 42 passageiros sentados. Pode ser encarroçado para aplicações urbanas ou rodoviárias. 
 
“Essa parceria se destaca por unir a última novidade da Iveco, que entrou recentemente no mercado de ônibus, com o que há de mais avançado em tecnologia de combustível alternativo no País. O GNV é uma solução técnica e economicamente viável que traz verdadeiros benefícios ao meio ambiente e à economia”, afirma Marco Mazzu.
 
Segundo a montadora, os estudos de veículos movidos a GNV mostram que seus motores emitem 95% menos óxido de nitrogênio, substância responsável pela chuva ácida, e 99% menos material particulado em comparação com veículos movido a diesel comum. A queima do gás natural não produz óxido de enxofre e reduz cerca de 22% a emissão de CO2. A tecnologia também reduz entre 10% e 30% o custo operacional e traz redução em 6 decibéis do nível de ruído, em comparação ao mesmo modelo movido a diesel. 
 
Na Europa, onde a Iveco é vice-líder de vendas no segmento de ônibus, rodam cerca de 3 mil veículos urbanos movidos a GNV. A América do Sul tornou-se o foco da empresa para a introdução dessa tecnologia. No Brasil, a montadora testa outros modelos com o gás natural, como um Daily furgão, também em Belo Horizonte, um Daily versão chassi/cabine, testado em São Paulo, e dois caminhões Tector GNV para coleta de lixo, um em Porto Alegre (RS) e outro em São Bernardo do Campo (SP).
 
Em outros países da região, a Iveco entregou modelos Daily movidos a gás na Colômbia e Venezuela, sendo que neste último foram 300 unidades.

Minério barato e consumo menor derrubam lucro da Vale pela metade

Fonte: Folha de São Paulo - 25/10/2012

 
Diante de um cenário de preços mais baixos do minério de ferro e consumo desaquecido, a Vale teve um desempenho pior no terceiro trimestre deste ano, quando seu lucro líquido atingiu R$ 3,328 bilhões, com queda de 57,8% na comparação com o mesmo período de 2011. Frente ao segundo trimestre, a retração foi de 37,4%.
No acumulado do ano, o lucro líquido é de R$ 15,362 bilhões, queda de 47,9% em relação ao mesmo período de 2011, segundo balanço divulgado ontem (24).
Na demonstração contábil seguindo padrões americanos, a queda no lucro líquido do trimestre, na comparação anual, foi ainda maior: 67,68%, de US$ 4,911 bilhões para US$ 1,587 bilhões.
Em comunicado, a empresa afirmou que seu desempenho "refletiu os desafios decorrentes da volatilidade dos preços em queda, que ocorre devido à desaceleração do crescimento econômico global, combinando os efeitos da demanda menor por minérios e metais com expectativas negativas".
A Vale afirmou, ainda, que seus principais indicadores financeiros, "apesar de enfraquecidos em comparação com o trimestre anterior", permaneceram sólidos.
"A mineração é fundamentalmente uma indústria cíclica e, portanto, exposta à alta volatilidade de preços. Neste ambiente e à luz das perspectivas de expansão mais moderada da economia mundial nos próximos anos, maior produtividade e custos menores serão de suma importância para prosperar em um mercado global competitivo", diz o comunicado.
No terceiro trimestre, a Vale gerou uma receita de R$ 22,2 bilhões, 7% abaixo dos R$ 23,9 bilhões do segundo trimestre. "O decréscimo foi resultado de menores preços realizados", diz a Vale, em nota.
Segundo a mineradora, a geração de caixa, medida pelo Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês), foi de R$ 7,6 bilhões no terceiro trimestre --24,9% abaixo do trimestre anterior.
Já o lucro operacional (que reflete o resultado de suas atividades, sem efeitos financeiros e contábeis) ficou em R$ 5,4 bilhões, 30,5% menor que no segundo trimestre. O lucro operacional teve redução de R$ 1,1 bilhão devido à provisão dos royalties de mineração (CFEM) pela mineradora.
Os investimentos, excluindo aquisições, atingiram US$ 4,3 bilhões no terceiro trimestre, em linha com o resultado do segundo trimestre, e cresceram 8,4% no acumulado do ano --US$ 12,3 bilhões em 2012, ante US$ 11,3 bilhões no ano passado.
Projetos
A Vale informou que o principal foco na execução de seus projetos é em ativos com longa vida, baixo custo, produção de alta qualidade e capacidade de expansão, como Carajás S11D e Moatize. "Neste contexto, a diversificação ainda é prioridade estratégica, desde que o investimento em ativos fora do minério de ferro se prove capaz de criar valor significativo."
A mineradora ainda informou que a venda de ativos que não acrescentam valor deverá melhorar a alocação de capital e liberar fundos para ajudar no financiamento de investimentos. Também disse que desenvolve iniciativas para reduzir custos, aumentar a produtividade, melhorar a qualidade e ampliar a rede de distribuição global.
"As mais importantes são a execução de projetos com base nas reservas de alta qualidade de Carajás Adicional 40 Mtpa, Serra Sul S11D, o start-up de produção da mina de N5 Sul em Carajás, com teor de ferro de 67,1%, e o uso de tecnologia para combater os efeitos do envelhecimento dos recursos minerais nos sistemas Sul/Sudeste", afirmou.
Ainda no comunicado, a Vale afirmou que irá continuar se beneficiando em um cenário de crescimento e transformação estrutural das economias emergentes.
Segundo trimestre
No segundo trimestre deste ano, a Vale já havia registrado queda no lucro, de 48,3% - para R$ 5,3 bilhões -, em relação ao mesmo período de 2011. Na comparação com o primeiro trimestre de 2012, a queda havia sido de 20,9%.
Naquela ocasião, a mineradora atribuiu o forte impacto à desvalorização do real frente ao dólar. Em comunicado ao mercado, a Vale classificou seus resultados como robustos "em face aos desafios de um ambiente de preços mais baixos e problemas operacionais em ativos de metais básicos e carvão".
A receita operacional caiu 2,3% - para R$ 23,9 bilhões - no segundo trimestre ante o primeiro, com crescimento de 14,9% nos embarques de minério de ferro no período (63 milhões de toneladas).
Segundo a empresa, a valorização do dólar americano ante o real, o dólar canadense e outras moedas, que representam cerca de 80% dos seus custos operacionais, contribuiu favoravelmente para o fluxo de caixa.
Dois dias antes da divulgação do balanço referente ao período de abril a junho, a Vale anunciou a saída do diretor financeiro, Tito Martins, da empresa. Martins estava na mineradora desde 1985.

Cresce procura por Engenharia e faculdades tentam suprir carências

Fonte: O Estado de S. Paulo - 26/10/2012
Nem Administração nem Direito. Uma pesquisa do Semesp, sindicato das mantenedoras de ensino superior privado de São Paulo, comparou o número de ingressantes no primeiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011 e mostrou que são as Engenharias que mais registraram alta na procura.
A graduação em Engenharia Civil é a primeira no ranking, com alta de 49,2%. Logo em seguida está Engenharia de Produção, com acréscimo de 26,5%. Direito cresceu apenas 5,6% e Administração caiu 0,1%.
Os números mostram, afirma o Semesp, uma resposta dos vestibulandos à divulgação em massa de pesquisas que atestam a falta de engenheiros no País. É de olho nesse mercado que remunera bem e carece de mão de obra que muitos jovens começam a optar pela Engenharia em detrimento de cursos que são commodities por aqui, como Administração, Direito, Enfermagem e Pedagogia - juntos, respondem por 40% do total de matrículas.
"Só se fala nisso, que haverá um apagão de mão de obra, que o Brasil está importando engenheiros da China. Isso tudo é verdade e estimula quem está decidindo sua profissão", diz Rodrigo Capelato, diretor do Semesp.
Foi exatamente esse apelo que motivou Camila Pereira, de 21 anos, a se matricular, no início deste ano, no curso de Engenharia Civil da Anhembi Morumbi. "Minha primeira opção era Arquitetura, mas li uma reportagem que apontava a falta de engenheiros e mudei de ideia", conta.
No caso de Camila, a troca foi feita antes do início do curso, mas não é raro, nas salas de Engenharia, encontrar desistentes de outros cursos e até quem decidiu mudar de profissão. "Na minha turma, por exemplo, há arquitetos formados que recomeçaram na Engenharia para incrementar a renda", diz Camila.
Ela terá o diploma apenas em 2016, fora do prazo para atuar nos grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada. Mas ela tem certeza de que não lhe faltará emprego. "Penso em algo mais definitivo e que só tende a crescer, como o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal."
Defasagem
Apesar do otimismo de Camila, o aumento de calouros nos cursos de Engenharia não significa o crescimento no número de egressos. Isso porque, além de os cursos de exatas já registrarem, por tradição, um alto índice de evasão, o porcentual deve crescer ainda mais com a chegada desse novo público, parte dele não vocacionado para a profissão.
"O fenômeno é recente, mas já dá para prever que, estimulados pelas perspectivas de mercado, muitos sem afinidade com matemática, disciplina básica para o curso, decida estudar Engenharia e tenha de parar quando constatar o déficit de repertório", diz Capelato, do Semesp.
O diretor da Escola de Engenharia e Tecnologia da Universidade Anhembi Morumbi, Fabiano Marques, percebeu a mudança de perfil. "As pessoas relacionam a educação com a ascensão social e acabam diminuindo a questão vocacional", afirma.
Neste ano, a instituição registrou um crescimento de 62% no número de calouros de Engenharia Civil e de 65% nos de Engenharia de Produção. Para não perdê-los um semestre depois, conteúdos fundamentais de matemática e física fazem parte do material extracurricular à disposição na intranet e os professores também prestam atendimento para sanar essas deficiências.
Na Universidade Cruzeiro do Sul, cresceu em 45%, neste ano, o número de matriculados em Engenharia Civil. Se for considerado o aumento desde 2007, o número de alunos quintuplicou, de 140 para 777.
De olho no aquecimento do mercado que levou para lá estudantes pouco afins às disciplinas das exatas, o coordenador do curso redesenhou a grade curricular. "Sem deixar de lado o conteúdo da própria engenharia, inserimos aulas que ajudam o aluno a suprir suas carências de matemática e física", afirma Miguel Leon Gonzalez. Com isso, diz, conseguiu que a taxa de evasão se estabilizasse em 10%.
Retenção
Com o maior número de engenheiros, o desafio do mercado será atraí-los e retê-los na área. Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de 2009 mostrou que, de cada dez engenheiros, seis atuam fora da área. Muitos sequer chegam a ter experiência no segmento. São pinçados, na saída da graduação, pelos programas de trainee do sistema financeiro, interessado em seu raciocínio lógico. Só neste ano, 36% dos trainees do Itaú são engenheiros.
"Conheço quem optou por esse caminho, até porque o salário inicial é maior", diz Ernando Tesch Delorto, aluno do quinto semestre de Engenharia de Produção na FEI. "Eu não quero isso. Mesmo que ganhe menos, quero trabalhar na minha área."